CENTRO DE ESTUDOS EM FILOSOFIA AMERICANA

O QUE É?

O Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA) é uma entidade independente voltada para a pesquisa em filosofia e a divulgação de assuntos filosóficos e educacionais. O objetivo do CEFA é o de propiciar aos estudiosos brasileiros um contato com os diversos aspectos da filosofia estadunidense e, de modo mais amplo, com o pragmatismo em diversos países. Além disso, especificamente no Brasil, o CEFA tem como missão o desenvolvimento da filosofia em geral no âmbito da juventude.

QUANDO SURGIU?

O CEFA foi criado em 1996, pelo filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. e pelo cientista político Alberto Tosi Rodrigues (1965-2003) com outra denominação, vindo de experiências constantes de trabalhos comuns em pesquisas, publicações e ensino que datam de meados dos anos oitenta.

Quando de sua criação, o CEFA contou com o incentivo de filósofos da Europa, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. Em especial os filósofos Richard Rorty (1931-2007) e Donald Davidson deram apoio direto à entidade.

SEDE DO CEFA EM SÃO PAULO

RELAÇÕES

O Centro de Estudos em Filosofia Americana está ligado por laços de amizade e trabalho comum à Internacional Pragmatism Society, com sede nos Estados Unidos.

JAMES E PIERCE – PAIS DA FILOSOFIA AMERICANA

DIRETORIA

O CEFA é dirigido, na sua parte executiva mais imediata, pelo filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. Conta com o apoio supervisional dos filósofos John Shook, dos Estados Unidos, e Bjorn Ramberg, da Noruega. A foto ao lado é do filósofo Donald Davidson (1917-2003), presidente de honra do CEFA.

Donald Davidson (1917-2003) foi convidado para tornar-se o “presidente de honra” do CEFA. Depois de seu falecimento, sua esposa, a filósofa Marcia Cavell, reiterou que poderíamos mantê-lo como presidente de honra, como uma homenagem póstuma, e que ela via tal coisa como um gesto carinhoso, que aprovava.​

PRESIDENTE DE HONRA DO CEFA

TRABALHOS ATUAIS

Mais recentemente o CEFA tem se voltado para estudos de uma grande variedade de filósofos, em especial os filósofos contemporâneos europeus como Nietzsche, Heidegger, Foucault, Toni Negri, Deleuze, Derrida, Sloterdijk, Byung-Chul Han e outros.

GT Pragmatismo: GT Pragmatismo e Filosofia Americana foi um dos primeiros a se organizar na Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF), logo que a entidade decidiu ser composta segundo GTs. É certamente o mais velho dos GTs, criado pelos filósofos Paulo Ghiraldelli e Paulo Margutti.

Revista Redescrições é uma publicação semestral do GT Pragmatismo, Filosofia Americana e Crítica Cultural da ANPOF. O conteúdo dos artigos publicados trata de temáticas relacionadas ao pragmatismo, à filosofia americana de uma maneira geral, ou a uma aplicação do método de investigação pragmatista a questões contemporâneas. A Revista recebe artigos, resenhas e traduções em fluxo contínuo.

O CEFA é uma instituição que trabalha na promoção da educação brasileira. Aqui utilizamos a filosofia como ferramenta para crítica cultural. Para entender nosso trabalho é necessário ter a compreensão metodológica do pragmatismo e da filosofia americana.

O QUE É O PRAGMATISMO?


O método das narrativas é uma criação do filósofo Paulo Ghiraldelli, inspirado nos escritos de Richard Rorty e Donald Davidson e ampliado a partir da escrita de Peter Sloterdijk e outros filósofos, de modo a gerar mais textos.

 Ler textos para produzir outros, em um trabalho não limitado, é também ampliar as perspectivas pelas quais o recorte fenomênico pode ser interpretado. O procedimento indica multilateralidade no olhar e polifonia do dizer. Trata-se de um perspectivismo múltiplo. Trata-se de uma referencialidade de texto a texto.

Esse procedimento não é relativista, mas perspectivista, e guiado por uma clara posição axiológica, dada em forma política.
Portanto, junto do perspectivismo epistemológico, trata-se aqui de adoção de uma nítida posição política.

Essa posição se faz presente através da ideia de que a filosofia, ao abordar criticamente a cultura, tem um papel de educação politizadora, de ampliação da consciência. A pedagogia aqui, que implica essa politização, é a aquisição da consciência da dor. Nós humanos só sentimos de modo a levar esse sentimento a um limiar útil, quando temos a consciência da dor. A visão unilateral é insuficiente aqui. Só a visão perspectivista nos dá mais chances da consciência da dor.

A consciência da dor nos impulsiona a criar os mecanismos, comportamentos, linguagens e urbanizações que nos façam construir um mundo em que a dor diminua, onde os fortes não possam humilhar os fracos.

Nesse aspecto, a visão axiológica nos leva a uma posição crítica diante da sociedade. Uma visão que implica na crítica ao capitalismo, o que nos remete aos escritos de Marx, da Escola de Frankfurt, mas também de uma plêiade de filósofos contemporâneos americanos e não americanos. Entram aqui Cornell West, Judith Butler, Nietzsche, Heidegger, Foucault, Agamben, Sloterdijk, Byung-Chul Han, Gilles Lipovetsky, Deleuze & Guattary, Toni Negri, Hannah Arendt, Christopher Lasch, Kurz, David Harvey, Gorz etc. É claro que nada disso elimina os clássicos: Platão continua sendo o texto máximo de esteio e, como já se disse milhares de vezes, é a sua obra, com o seu personagem Sócrates, o lugar em que pode ser abrigada toda a história da filosofia em forma de nota de pé de página.

Textos básicos para a compreensão metodológica do pragmatismo e da filosofia americana no trabalho de crítica cultural:

  1. Nietzsche, Sócrates e o pragmatismo
  2. O pragmatismo, o que é isso? ( introdução do livro Para realizar a América)
  3. O que há de real e de irreal com o realismo: Searle versus Rorty
  4. Metáfora segundo Donald Davidson
  5. Richard Rorty: Duas utopias
  6. Paulo Ghiraldelli: O filósofo de Davidson: fundacionismo, relativismo e perspectivismo