PUBLICAÇÕES DO CEFA EDITORIAL

“Desse modo, é medíocre a posição dos que dizem que, para seguirmos nossa tradição, devemos sempre aperfeiçoar a democracia, mas jamais negá-la. Nossos começos se deram já com a crítica da democracia, com sua negação completa. Podemos, então, ser democratas por opção, por gosto moderno, nessa nossa época que une democracia e liberalismo, mas não podemos querer justificar isso intelectualmente invocando nossa tradição filosófica. E talvez nisso sejamos de fato democráticos, pois somos aqueles que iniciaram o pensamento da filosofia política por meio de uma prerrogativa da própria democracia: a crítica – a crítica da democracia.”

1ª Edição

Na missão de diminuir nosso bater-de-cabeça contemporâneo, cabe à filosofia social voltar-se a si mesma e perguntar: sobre o que estamos conversando? O trabalho analítico impõe-se. Em sequência, a busca por novas sínteses é requerida. Trata-se de nossa eterna luta por produzir narrativas sobre nós mesmos que não se tornem rapidamente uma banalidade a mais, ainda que saibamos que isso vá ocorrer novamente. Pois nossa conversação, mesmo sob a vigilância da filosofia, tem o dom de banalizar qualquer voz, como fez até com a voz de Deus.

Há uma visão distorcida sobre a filosofia do estoicismo na consciência popular, talvez desde os tempos da Roma antiga. Seria uma filosofia de disciplina rígida, quase que um cristianismo dos que dormem em cama de pedra. A popularização atual não é melhor: seria uma filosofia necessária para criar um povo capaz de se “abster da vida política da cidade” – um ideal que os conservadores sempre pregam quando o governo que enfiam goela abaixo da sociedade, não vai indo bem. Mas os estoicos fizeram bem outra coisa: eles criaram um sistema em forma de tripé: lógica, física e ética, no sentido de colocar o homem acima das frustrações de toda ordem. A disciplina estóica foi erigida sobre os pilares desse sistema. Este livro enfatiza os fundamentos dessa filosofia, mostrando o estoicismo como um sistema de pensamento tão importante quanto o dos clássicos, os saberes de Platão e Aristóteles

Semiocapitalismo – o capitalismo dos símbolos e da linguagem. A nova rota da seda, o vale do silício, explorar nossas palavras, nossos sentimentos e nossas ideias, e fazer da linguagem uma imitação do dinheiro pós Bretton Woods. O emoji pode substituir nosso rosto? Será que há um emoji que consiga expressar o sentimento de saudade? O livro Semiocapitalismo vai explorar o mais novo pote ouro do capitalismo: as palavras.

O que é valor? Essa é a pergunta principal feita tanto por Marx como por Nietzsche, no século XIX. O primeiro queria entender como podemos trocar um objeto por outro completamente diferente. Já o segundo queria entender como definimos os valores morais de “Bem” e “Mal”. Com uma escrita agradável, o filósofo Paulo Ghiraldelli nos leva para uma aventura dentro desses grandes clássicos da filosofia.

Democracia de Bolsonaro

No mundo todo Bolsonaro é conhecido como um presidente antidemocrata, não raro comparado com Donald Trump, Vladimir Putin, Erdogan, entre outras figuras da extrema direita no mundo. A questão é que essa percepção é contra tudo o que Bolsonaro de fato é : um defensor ferrenho da democracia. Mas de qual democracia ? A dos morros do Rio de Janeiro, dominados pela milícia, igreja evangélica e especulação financeira – Uma espécie de anarcocapitalismo onde a lei que vale é a do mais forte – a Darwinismo social.

Worldwide Bolsonaro is known as an anti-democratic president, often compared to Donald Trump, Vladimir Putin, Erdogan, among other extreme right figures in the world. The point is that this perception is against everything that Bolsonaro is in fact: a staunch defender of democracy. But which democracy? That of the hills of Rio de Janeiro, dominated by the militia, evangelical church and financial speculation – A kind of anarcho-capitalism where the law is the strongest – social Darwinism.

Ensaios sobre Giorgio Agamber

Pensar a filosofia sem pensar o sujeito, especialmente a partir da modernidade europeia, é uma tarefa praticamente impossível. O Filósofo Paulo Ghiraldelli vem a quase quatro décadas, dentro e fora da academia, numa incansável tarefa de estudos, enfrentando o problema do sujeito e da subjetividade. Por mais que ao longo dos anos suas pesquisas, livros, dissertações e teses tenham percorrido várias áreas da filosofia, as vezes até mesmo opostas, Ghiraldelli sempre teve como linha mestre os estudos em torno do sujeito e da subjetividade, que geraram essa obra ímpar. Não nos resta dúvidas de que ela será indispensável para todo aquele que, de algum modo ou de outro, entrará em contato com o problema do sujeito na filosofia e seus desdobramentos.

A noção de biopolítica atravessa todos os textos deste livro: é a vida dita biológica que importa ao poder moderno e este, por sua vez, se configura em suas especiais particularidades por causa dessa vida. Os artigos reunidos em Pandemia e Pandemônio, escritos segundo óticas disciplinares e temáticas distintas, buscam confeccionar um retrato do Brasil de 2020, sujeito ao avanço da Covid-19. Pelo desarranjo governamental, aquilo que todos previam que poderia ser uma crise pequena de saúde pública, tornou-se um destrambelhamento do país e sua imersão em uma quantidade absurda de óbitos.

Em breve- A filosofia pode ser “usada”? Há utilidade no filosofar? O pragmatismo busca trazer a filosofia para a prática diária. Perguntar “o que fazer ?” ao invés de “o que é?”. Richard Rorty e Donald Davidson são os dois maiores nomes do pragmatismo contemporâneo. Ambos são membros de honra do Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA). Donald Davidson ajudou a fundar o CEFA e será sempre o eterno Presidente de Honra do grupo.